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Polícia indicia empresário por racismo qualificado e agressão contra ex-funcionárias

A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou o empresário Adalberto Argolo dos Santos por racismo qualificado pelo uso das redes sociais. Ele é acusado por duas ex-funcionárias, Mônica Freitas e Naiane Ferreira, que relataram agressões físicas, ameaças e ofensas racistas praticadas pelo ex-chefe. O empresário nega as acusações e afirma que as imagens divulgadas são montagens.

Segundo as vítimas, as agressões ocorreram na terça-feira (6), em um centro empresarial de Salvador. Elas afirmam que, durante mais de um ano de trabalho na empresa, sofreram ameaças constantes. Mesmo após deixarem o emprego, há cerca de quatro meses, as intimidações teriam continuado nos corredores do prédio onde todas as empresas funcionam.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de postagens atribuídas ao empresário, comparando fotos de confraternizações e fazendo comentários racistas sobre a cor da pele das funcionárias. As mulheres salvaram o conteúdo como prova. Veja:

  • 2024 – “Não é a toa que Salvador é a cidade mais africana fora da África. Na confraternização de 2024, eu pensei que estivesse na Somália”
  • 2025 – “Hoje, na confraternização de 2025, o nível melhorou e muito! A foto deu uma boa clareada, é como se eu estivesse na Argentina”

Um vídeo que mostra a confusão no prédio também circula nas redes sociais. O suspeito afirma que as postagens e os vídeos foram editados e que a briga começou após a filha dele ser agredida. O condomínio onde ocorreu o caso informou que repudia qualquer forma de violência e disse estar à disposição das autoridades. Ninguém foi preso.

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