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Casos de Febre Oropouche passam de 300 na Bahia0031839200202405102031 7

Primeiras mortes do mundo por Febre Oropouche foram na Bahia

O Ministério da Saúde divulgou, nesta quinta-feira (25), que as duas mortes por febre oropouche ocorridas na Bahia nos últimos meses são as primeiras do mundo. Em nota, o órgão detalhou que, até então, não havia relato na literatura científica mundial sobre a ocorrência de óbitos provocados pela doença.

Além dos casos baianos, há ainda uma morte em Santa Catarina que está em investigação no Brasil. Uma outra ocorrida em Maranhão foi descartada.

Segundo a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), a primeira morte pela doença registrada no estado é de uma jovem de 24 anos que morava em Valença, no extremo sul baiano.

O óbito aconteceu no dia 27 de março e teve a confirmação da Câmara Técnica de Análise de Óbitos da Diretoria de Vigilância Epidemiológica divulgada no dia 17 de junho.

A outra morte é de uma jovem de 21 anos, que morava em Camamu, na mesma região do estado. A paciente morreu no dia 10 de maio e teve o caso divulgado no dia 22 de julho.

As duas jovens tiveram sintomas iniciais como: febre, cefaleia, dor retroorbital, mialgia, náuseas, vômitos, diarreia, dores em membros inferiores, astenia. Em seguida, evoluíram com sinais mais graves, como: manchas vermelhas e roxas pelo corpo, sangramento nasal, gengival e vaginal, sonolência e vômito com hipotensão, sangramento grave, apresentando queda abrupta de hemoglobina e plaquetas.

Em toda a Bahia, até a última atualização dos dados, o número de casos confirmados da doença é de 835. Ilhéus lidera o ranking, com 110 registros, seguido de Gandu, com 82, e Uruçuca, com 68.

O que é a Febre Oropouche

Conforme detalhou o Ministério da Saúde, a Febre do Oropouche é uma doença viral transmitida no ambiente urbano pelo culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. A transmissão da doença é feita principalmente por “mosquito” conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Até o momento, não há registros de transmissão direta entre pessoas.

Estão em investigação 6 casos de transmissão vertical (de mãe para filho) da infecção. São 3 casos em Pernambuco, 1 na Bahia e 2 no Acre.

Ao todo, 2 casos evoluíram para óbito fetal, houve 1 aborto espontâneo e 3 casos apresentaram anomalias congênitas, como a microcefalia.

As análises estão sendo feitas pelas secretarias estaduais de saúde e especialistas, com o acompanhamento do Ministério da Saúde, para concluir se há relação entre a Febre Oropouche e casos de malformação ou abortamento.

Estão em andamento três grupos de pesquisa: um deles, com foco em informações laboratoriais, tais como a linhagem do vírus e características genômicas. Outro acompanha as manifestações clínicas dos pacientes e o terceiro grupo investiga qual o ciclo da doença nos mosquitos transmissores.

Primeiros indícios do Brasil

O vírus do Oropouche foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960, a partir de amostra de sangue de uma bicho-preguiça capturada durante a construção da rodovia Belém-Brasília.

Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente nos estados da região Amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela).

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