O programa “Minha Casa Minha Vida” virou alvo do crime organizado na Bahia. Há relatos de traficantes expulsando moradores, especialmente parentes de policiais, e vendendo imóveis ilegalmente. O problema ocorre há anos em Salvador e cidades como Simões Filho, Feira de Santana, Santo Amaro e Jequié.
Os relatos apontam que criminosos dominam os conjuntos habitacionais, alugam imóveis em plataformas como OLX, e impõem regras, como impedir contato com órgãos públicos e obrigar moradores a manter portas abertas ou abrir a qualquer hora que for preciso, sempre que tiver uma operação policial no local ou quando os traficantes estiverem fugindo.
Em Bosque das Bromélias, suspeitas de delação são punidas com agressões. No Bate Coração, até crianças de colégio militar foram obrigadas a sair.
Denúncias foram feitas ao Ministério Público e outros órgãos, mas sem resposta. Procurado, o MPF respondeu que atuação no MCMV “está relacionada com a atuação da Caixa Econômica Federal.
“Vícios no apartamento, atraso na entrega, questões de financiamento, fraude no programa, que são as questões de competência federal. O tráfico só envolve o MPF, em geral, quando é internacional. Essa questão criminal é assunto para polícia (PM, Civil) e pro MP do estado”, diz o posicionamento enviado pelo MPF.
Enquanto isso, moradores vivem sob ameaça e sem apoio para reverter a situação. Veja a lista dos Conjuntos do MCMV onde moradores já foram explusos, segundo denúncias:
Conjunto Residencial Bosque das Bromélias – Cia/Aeroporto
Conjunto Residencial Fazenda Grande 2 – Cajazeiras
Conjunto Residencial Lagoa da Paixão – Alto de Coutos
Conjunto Residencial Coração de Maria – Simões Filho
Conjunto Habitacional do Bom Juá
Conjunto Habitacional São Cristóvão (Planeta dos Macacos)
Conjuntos Habitacionais de Feira de Santana,
Conjunto Residencial Santo Amaro da Purificação
Conjunto Residencial em Jequié









